Horny Bolt & Evil Scout

Horny Bolt #99

Idade: 17 // Ocupação: Trompista (Horn Player) // Música favorita: 4o andamento da Sinfonia do Novo Mundo de Dvorak // Curiosidade: o meu número é o meu ano de nascimento. Até há pouco tempo eu era a jogadora mais nova da equipa.

O roller derby apareceu na minha vida por acaso. Pratiquei alguns desportos antes, a maioria aquáticos: natação, apneia, hóquei subaquático, polo aquático… Apetecia-me mudar, sair da água e, como gostava de andar de patins, pensei que talvez fosse engraçado ir para o hóquei em patins. Enquanto procurava equipas em Coimbra, surgiu a ideia do roller derby e, por coincidência, pouco tempo depois, apareceu na página web da Escola Secundária José Falcão, escola onde andava na altura, uma notícia da equipa que iria começar a treinar no ginásio da escola e que procurava raparigas de 18 anos. Na altura eu ainda não tinha 15 anos e a minha mãe enviou um email à equipa a perguntar se eu podia experimentar. Responderam-lhe que, com a sua autorização, não havia problema e, no dia 27 de Outubro de 2014, lá fomos.

Passei os primeiros tempos com o Rolls “Von” John como “fresh meat”. Aprendi a patinar como deve ser, mas rapidamente comecei a jogar com a equipa.

Foi amor à primeira vista. Durante estes anos conheci pessoas novas, todas diferentes e todas espectaculares. Adoro este desporto. Adora o jogo e a dinâmica da equipa. Adoro derreter as adversárias e tenho muito orgulho nas minhas nódoas negras.

carlota
Horny Bolt #99

Evil Scout #2000

Idade: 16 anos // Ocupação: Estudante // Música favorita: Boulevard of broken dreams, Green Day // Curiosidade: sou uma escuteira muito sorridente e que ouve muito rock e que é fora do normal e que se sente muito bem enquadrada no roller derby.

Para mim o roller derby neste momento é uma coisa muito importante, mas no inicio, no primeiro treino que eu fui, foi como amor à primeira vista. O roller derby apareceu na minha vida mesmo na altura perfeita. Eu andava à procura de um desporto e encontrei o roller derby em Coimbra.

Eu agora já só penso em ir aos treinos, faz-me mesmo falta quando não vou.

Para mim o roller derby já é mesmo uma espécie de família, onde eu fiz muitos amigos, mesmo sendo toda a gente maia velha que eu, continuo a sentir-me mesmo bem lá. Muitas vezes também só o facto de pensar em ir ao treino me faz sentir bem. Faz-me libertar a minha mente e deixar de pensar nas pressões da escola e nos problemas que tenho fora daquele pavilhão, ou até mesmo só quando estou a conviver com aquelas pessoas fantásticas que partilham o mesmo amor por aquele grande desporto.

Este não é um desporto para toda a gente, é verdade, nem toda a gente – nomeadamente raparigas – gostam de jogar um jogo onde elas se podem aleijar seriamente. Eu sei que é um jogo um tanto peculiar e fascinante a meu ver, algo que só mesmo a jogar é que é possível conhecer e começar a amar…ou não… Quanto aos ferimentos, acho que fazem parte… Eu própria já senti o que é ganhar um derbykiss e nunca pensei em desistir, embora o tempo que fiquei sem poder treinar não foi o melhor, mas faz parte do desporto e eu amo este desporto e tudo o que ele envolve. Eu sei que algumas pessoas não vão entender, mas quando elas encontrarem uma paixão como a que eu tenho pelo roller derby, elas irão entender.

Uma coisa muito boa neste desporto, ou pelo menos na minha equipa, é que qualquer que seja o tipo de rapariga isso não interessa, pode ser baixa ou alta ou gostar de musica clássica ou rock, unidas pelo desporto todas se enquadram e isso é fantástico, eu tenho sorte de que muitas das raparigas com quem jogo têm gostos musicais parecidos com os meus.

Eu ainda sou fresh meat, mas estou ansiosa por poder jogar. Uma coisa muito boa como freshie é termos a oportunidade de ser NSO e assim contactar mais diretamente com o jogo ao invés de ser uma simples expectadora. Acho que isso ajuda bastante a aprender como é o jogo e perceber a intensidade que se sente ao estar em pista.

Falando da minha equipa, eu gosto muito dela e das pessoas que fazem parte dela, elas sabem como integrar as freshies, ajudam-nos bastante e incentivam-nos a não desistir.

Acho que este desporto deveria ter muito mais divulgação porque eu acredito que muita gente gostaria de jogar mas não conhece, e outras pessoas tem ideias erradas e só mesmo experimentando é que isso pode mudar, pois é realmente um desporto maravilhoso que vale a pena jogar.

Eu amo muito o roller derby e amo muito as Rocket Dolls. Tenho de agradecer a toda a gente que me deu esta oportunidade.

Cheers **

evilscout2000
Roller derby makes me happy!

Killah B & Rafaela

Killah B #604

Idade: 35 anos // Ocupação: investigadora // Musica favorita: Can I Kick It, A Tribe Called Quest // Curiosidade: meu número é o código de área da cidade onde eu cresci, Vancouver, no Canadá 

Sempre acreditei que o desporto pode mudar a vida das pessoas. No Brasil, trabalhei muitos anos com projetos desportivos e vi como o voleibol transformava a autoestima e a socialização de crianças em situação de risco. O presidente da organização para a qual eu trabalhava era o treinador da seleção brasileira de voleibol, vencedora de vários jogos olímpicos e mundiais, e recordo como ele falava da importância do coletivo, do papel de cada indivíduo no todo. Nunca isso foi tão claro pra mim como no roller derby. Cada uma de nós é essencial para a existência da equipa, tanto em pista (como skaters, coaches, refs e NSOs) quanto fora dela (a organizar jogos e eventos, divulgar a equipa, gerir o dia a dia…). Individualmente, somos mulheres com diferentes biotipos e habilidades, diferentes trajetórias e motivações; mas todas encontramos no roller derby um denominador comum, que nos acolhe, que nos inspira e nos fortalece.

Sou grata pelo roller derby ter cruzado meu caminho. A equipa começou logo que me mudei para Coimbra e vi naquilo a oportunidade de fazer parte de algo novo, de conhecer pessoas, e de voltar a calçar patins quad, que eu não via desde a infância na patinagem artística. Hoje, não imagino minha vida sem as Rocket Dolls. Quando olho para trás e relembro nossos primeiros passos, quando éramos três ou quatro pessoas a sonhar alto, é mesmo emocionante ver tudo que já conquistamos. Ainda melhor, é perceber que continuamos a sonhar, a buscar a evolução sempre, e a deixar a nossa singela marca na história deste desporto apaixonante!

Killah B #604

Rafaela Serrano

Idade: 19 anos // Ocupação: estudante // Musica favorita: varia  

A primeira vez que ouvi falar do desporto foi numa apresentação da escola (feita pela Horny Bolt) e foi quando ouvi falar do roller derby para além de apenas uma troca violenta de empurrões. A apresentação foi pequena mas entusiástica, notava-se que era um tema apaixonante para ela, e falei do roller derby à minha irmã. Parecia um desporto à altura dela, cheio de velocidade e loucura. Mas a Daniela não ficou por aí. Pesquisou e voltou a falar comigo, entusiasmadíssima, explicou como gostaria de experimentar e sugeriu irmos juntas a um treino. Nunca tinha praticado nenhum desporto de equipa fora do contexto escolar, mas após muita conversa ela conseguiu convencer-me a dar uma chance ao desporto, e a minha mãe alinhou também, curiosa.

Fiquei impressionada quando de facto entendi que o roller derby não é um desporto apenas de força bruta e agressividade como até então o tinha visto, mas algo que implica uma grande perícia com os patins (sendo que os patins paralelos eram uma novidade para mim), uma grande entreajuda entre todos os elementos da equipa e que as jogadoras não têm só que usar força como também estratégia. É curioso como um desporto mais virado para o sexo feminino têm tanta aceitação de todos os tipos de corpos e de pessoas, e dá tanta adrenalina em cada jogo como o roller derby (e digo isto apenas do ponto de vista de NSO).

Por agora, enquanto freshie, apenas admiro a cada jogo as vitórias e lamento as derrotas desta equipa, mas tenho visto como se têm desenvolvido, e como, desde o pouco tempo em que aqui estou, o roller derby tem sido dinamizado em Portugal, indo ganhando apoio. Espero que este fantástico desporto seja mais conhecido e aumente em adeptos pela Península Ibérica.