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Devi Nemesis & Mary Ash

Devi Nemesis #33

Idade: 27 anos // Ocupação: investigadora/docente // Música favorita: várias, uma delas Pompeii – Bastille // Curiosidade: adoro viajar

Durante a juventude sempre estive ligada ao desporto. Pratiquei atletismo, patinagem de velocidade e ténis de mesa. No entanto, a partir do momento em que vim para Coimbra estudar deixei isso para trás. Passados uns anos, uma colega de trabalho falou-me num desporto em patins, o Roller Derby. O mais importante era ser praticado em patins, na altura nem me importei com o que poderia ser. Fui experimentar, ver o que era.

Na altura, as Rocket Dolls eram um pequeno grupo de pessoas que sonhavam ter uma equipa. E assim foi, adorei voltar a patinar. A partir daí, foi uma enorme evolução. Ver o crescimento de uma equipa e passar a conhecer um desporto que é tão diferente, tão novo e assustador para muitas pessoas.

As pessoas que o praticam são, sem dúvida, pessoas com muita personalidade. Pessoas unícas que não têm medo do que fazem e não se importam de serem diferentes. Dei-me conta disto, não por me achar assim (inicialmente), mas sim por ver quem resiste ao longo do tempo. As mulheres que o praticam têm uma coisa em comum, não se trata do aspecto fisico, serem altas ou serem magras, etc., simplesmente adoram o que fazem.

No último torneio em que participei, numa das vezes em que estava no banco, cansada e a olhar para a equipa dentro da pista, pensava o seguinte “Adoro isto. Isto é mesmo fantástico”. É muito físico, leva-nos à exaustão, e é tão táctico. Pequenas coisas que fazem muita diferença e que se aprendem com o tempo, com a experiência. Não basta seres a mais ágil, a mais forte, a mais resistente. Tens de trabalhar em equipa.

It’s hard to beat a team that never gives up. 

Devi Nemesis #33

Mary Ash #3

Idade: 36 anos // Ocupação: Analista de Media e recente mãe 😛  // Música favorita: não tenho // Curiosidade: Scrapbooker 😉

Ao longo do tempo sempre fui tentando manter a prática do exercício físico de alguma forma regular essencialmente por uma questão de saúde e por saber o quanto é benéfico, nem que seja para nos deixar mais bem-humorados e descarregar o menos bom da vida, mas não por ser uma amante do desporto, talvez porque nunca encontrei o certo.

Passei por vários ginásios, por atividades como o Hip Hop, a Dança Jazz e as Danças Latinas mas nenhum vingou por muito tempo, por uma razão ou por outra. Sempre pensei que gostaria de experimentar um desporto de equipa, por tudo o que isso envolve, mas nunca tinha visto aptidão suficiente em mim para nenhum em particular. Precisamente (e porque não há coincidências) quando andava a pesquisar se ingressar num desporto de equipa, na minha idade, seria viável (porque depois dos 30 é-se praticamente idoso para qualquer tipo de coisa…), eis que o Roller Derby entrou na minha vida. Soube do desporto através de uma reportagem na Preguiça Magazine de Coimbra e despertou a minha atenção. Intrigou-me por ser essencialmente feminino, em patins (“uau, giro”, pensei!) – algo que tinha feito há 20 ou mais anos atrás, sem muita prática – com possibilidade de descarregar noutra pessoa o stress diário (sem repercussões ahah) e no meio disto tudo, talvez ainda perdesse umas calorias! Soava promissor… Será que era para mim?

A pessoa pela qual soube da reportagem trabalhava comigo e já praticava na recém-formada equipa das Dolls. Não demorou até lhe pedir mais informações e perceber se seria algo que eu pudesse experimentar. Confesso que o piso de cimento onde praticavam na altura (o nosso querido ringue exterior) quase me tirava a vontade de experimentar com o medo de cair (sempre esse sacana) a falar mais alto, mas enchi-me de coragem e lá fui. A todas as razões anteriores juntaram-se outras, sendo a principal o ser um desporto de equipa e uma equipa faz- se quando todos remam para o mesmo lado e quando se empenham em fazer o melhor para a mesma. E foi isso que aconteceu e acontece até hoje.

Pelo caminho aprendemos, sofremos, triunfámos, perdemos, sorrimos, chorámos mas continuamos em frente. Tenho orgulho em nós e do que conseguimos até hoje. Magras, gordas, baixas, altas, católicas, ateias, héteros, homo, há espaço para todos, sem exceção, pois é um desporto inclusivo e onde és aceite como és…apenas tens respeitar o próximo e, no fundo, persistir e não desistir. E, como em muita coisa na vida, há os momentos em te vai apetecer desistir, em que o sofá fala mais alto do que os treinos (e no Inverno? ui ui), em que pensas nos burpees e só te apetece fugir, em que dá medo, em que sabes que te podes magoar (sim, temos essa noção) e que dez treinos correm mal e dizes que não és capaz, que nunca serás capaz, mas…ahhhh e quando és? E quando corre bem? E quando consegues fazer aquele movimento que treinaste durante semanas? E aí sim, vale a pena. E na maior parte das vezes nem é pelas calorias, nem pelo divertimento e nem mesmo pela equipa, mas sim por ti e pela tua superação através da tua força e persistência. “E se der medo?… Vai com medo mesmo.”

Ready to roll 🙂
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